Vou me arrepender deste poema pela manhã
Quando estiver sóbria
O copo com um restinho de scotch
É um cúmplice reconfortante
A madrugada eriça minhas costas,
Me chamando com as unhas geladas
Para a realidade barulhenta da metrópole
Não sei quantos milhões de almas
Ressonam, matam, dançam e gozam na noite.
Dentro de mim, solidão
Que longe de ser triste
É a minha saudável loucura
As horas de pensar, de sentir o mundo
Porque não sou dada a mistérios,
Não, não sou uma Mata Hari,
Uma femme fatale
Eu sou óbvia e contraditória
Falante, alegre-triste, mordaz
É assim que eu vejo a cidade:
Par ação-reação do meu destrambelhamento.
1h45 da manhã, 28/11/2009
bêbada
sábado, 28 de novembro de 2009
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